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Bento Fernandes de Barros

Bento Fernandes de Barros

Nasceu em Sobral, Ceará, em 1º de julho de 1834, filho de Miguel Joaquim Fernandes de Barros e Francisca Josephina de Barros. Casou-se com Joaquina de Oliveira Barros, com quem teve oito filhos, entre eles Aristides de Barros, Augusto de Barros, Leônidas de Barros, Maria Augusta Fernandes de Barros, Maria Clotilde de Barros, Maria Amélia Fernandes de Barros e Maria Julia de Barros.

Realizou seus primeiros estudos em sua terra natal e graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco (1853). Foi membro e fundador do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná (1890), Patrono da cadeira nº 7 da Academia Paranaense de Letras, jornalista, escritor e editor de jornal.

Iniciou sua carreira jurídica na província do Paraná, como Juiz Municipal e de Órfãos do Termo da Capital (1856). Mais tarde, ocupou o cargo de Chefe de Polícia interino e, na sequência, foi diretor do Liceu Ginásio Paranaense e Inspetor-geral da Instrução Pública da Província (1859). Posteriormente, passou a ocupar o cargo de Juiz de Direito da comarca de Guarapuava (1871); de Inspetor do Tesouro Provincial; e de advogado da Câmara Municipal de Curitiba (1874). Também foi escolhido pelo governo imperial para o exercício do cargo de Chefe de Polícia de Minas Gerais (1875). Depois, voltou ao Paraná, onde atuou como deputado provincial e compôs uma comissão incumbinda de organizar uma "representação aos Supremos Poderes do Estado sobre a fixação de limites entre as provincias de Santa Catharina e Paraná"¹ (1878-1879).

Nomeado ao cargo de procurador geral da justiça do Estado em 15 de setembro de 1891, pelo então presidente Generoso Marques dos Santos.

Ainda durante seu mandato, foi nomeado desembargador do Superior Tribunal de Justiça do Paraná em 31 de maio de 1892. Porém, sob a acusação de que esse Tribunal esteve comprometido com a Revolução Federalista, durante a ocupação do Estado pelos revolucionários, foi aposentado compulsoriamente pelo então governo de Vicente Machado da Silva e Lima, por meio do Decreto nº 26, de 8 de maio de 1894. Desta forma, passou a se dedicar à advocacia em Curitiba e, mais tarde, integrou a magistratura em Santa Catarina, na cidade de Joinville.

Faleceu em 16 de fevereiro de 1908, no Rio de Janeiro (RJ), tendo seu corpo trasladado para Curitiba em 1917, a pedido da família.


1. Jornal "O Paranaense", edição de 25 de junho de 1878, p. 29.

* Não há garantia de que a imagem acima seja mesmo de Bento Fernandes de Barros, pois apesar de o Tribunal de Justiça e a Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná terem envidado esforços junto a seu Estado natal e a seus descendentes, nunca houve confirmação ou infirmação. Sepultado no Cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro, teve seus restos mortais trasladados para Curitiba em 1917, a pedido da viúva e do governo estadual.

** Para ler o texto "A arte de fazer retrato", escrito pelo procurador de Justiça aposentado Rui Cavallin Pinto, clique aqui.

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